ESTERILIZAÇÃO
(CASTRAÇÃO)

                                                         Flecky       

Uma das grandes causas do aumento de animais abandonados nas ruas é a reprodução desenfreada de cadelas e gatas não castradas. E não falamos aqui apenas daquelas sem dono, mas também das domiciliadas, porém não esterilizadas e com acesso à rua, a outras casas e outros animais.

Gatas podem ter vários cios no período de um ano e, se acasalarem e engravidarem a cada cio, podem ter até quatro gestações nesse período – cada uma com até sete filhotes. Na imagem abaixo, é possível ver o tamanho do problema mesmo considerando uma média de apenas duas gestações por ano, cada uma com apenas 2,8 filhotes sobreviventes. Ou seja, um único casal de gatos não castrados ao fim de nove anos poderá gerar mais de 11 milhões de gatinhos. Sim, milhões. Por que essa conta? Porque os filhotes desse casal, se igualmente não castrados, também terão filhotes, que também terão filhotes, que também terão filhotes… e assim sucessivamente. É claro que não há lares para todos, não é?

No caso de cães, embora os números sejam um pouco diferentes, o problema é tão grave quanto o de gatos. Só que os cães têm alguns agravantes: são mais sociáveis e dependem mais do ser humano do que os gatos, correndo, portanto, maiores riscos. E se forem animais de porte grande e, pior, sem raça definida – nossos queridos vira-latas – a chance de encontrarem um lar é muito menor. Quem ama gatos geralmente ama qualquer animal e não se importa tanto com raça. Os cães são muito mais discriminados e o abandono é muito maior.


CASTRAÇÃO OU ANTICONCEPCIONAL/INJEÇÃO

Muitas pessoas preferem dar um anticoncepcional e injeções para suas gatinhas e cadelinhas. Essa prática, no entanto, é extremamente desaconselhável. Primeiro, pela saúde: as injeções aumentam praticamente em 100% a chance de a fêmea desenvolver infecções de útero e tumores de mama, que podem ser fatais. Além disso, pode ser que o tutor não perceba a tempo que sua gata ou cadela entrou no cio, e o remédio será dado tardiamente.

 

A castração, por sua vez, é uma cirurgia rápida, simples e que acaba com a questão de uma vez. E, ao contrário das injeções, a castração evita tumores (tanto nos machos como nas fêmeas) e a transmissão de doenças, além de diminuir muito o instinto de demarcação de território dos machos, acalmar os animais e frequentemente deixá-los mais carinhosos. Quanto mais cedo for feita a esterilização, especialmente antes do primeiro cio, melhor. E praticamente o único cuidado com animais castrados é em relação ao controle da alimentação e exercícios, porque alguns (apenas alguns, não todos) podem engordar – justamente por ficarem mais tranquilos e menos ativos.

 

Então, se você se preocupa com o bem-estar do seu animalzinho e não quer ser um dos responsáveis pelo aumento dos animais abandonados, castre seu bichinho o quanto antes. Se não tiver recursos, procure a prefeitura, clínicas conveniadas ou ONGs da sua cidade – muitas vezes há programas de castração gratuita ou a preço de custo. Deixar nascerem filhotes sem ter lares responsáveis para encaminhá-los não é uma opção!


MITOS E VERDADES SOBRE CASTRAÇÃO

Aqui você pode se informar um pouco mais a respeito da castração, conhecendo inclusive alguns mitos e verdades:

https://gatinhobranco.com/castracao-importancia-mitos-e-dicas/ 
https://www.naturalis-petfood.com/quem-ama-castra-saiba-a-importancia-de-castrar-seu-animal/

Informe-se e repasse isto para o maior número possível de pessoas!