GUARDA RESPONSÁVEL
DE ANIMAIS
Pedrita
Ter um animalzinho demonstrando alegria quando você chega em casa, fazendo companhia nos momentos bons e nos ruins, é uma ideia tentadora, não é? Na internet, inúmeros vídeos de cães e gatos emocionam e divertem, e pronto… lá vem aquela vontade de ter um bichinho para chamar de seu.

Sim, o desejo de ter um animalzinho é forte, mas estarão você e sua família preparados para essa responsabilidade, que durará até o final da vida dele, que pode viver 12, 15, às vezes até mais de 20 anos? Ou será que numa daquelas reviravoltas que a vida dá – mudança de endereço, às vezes até de país, casamento, separação, chegada de um bebê, perda de emprego, ou até mesmo coisas corriqueiras como uma viagem de férias – você vai achar aquele animal um estorvo e vai descartá-lo como uma roupa velha que não serve mais?
Infelizmente muita, mas muita gente mesmo, ainda pensa que animais são descartáveis, e o abandono só aumenta. As desculpas são diversas. “Ele não cabe no meu novo apartamento” – ué, você não pensou no seu companheiro quando escolheu o imóvel? “Não posso ficar com ele porque vou ter um filho” – péssima desculpa, pois está provado que a convivência com animais desde a mais tenra infância só traz benefícios, tanto à saúde física como psicológica da criança. “Vou viajar, não tenho com quem deixar” – e não pensou nisso quando decidiu ter um ser vivo que depende totalmente de você? “Perdi meu emprego, não posso cuidar mais dele” – e como explicar os moradores de rua que deixam de comer para alimentar seus fiéis companheiros?

Por isso é imprescindível ter a consciência de que esse bichinho que você escolheu para dividir a vida com você é um ser vivo que demanda atenção, cuidados e carinho; que tem emoções e sente medo, frio, fome; e cujos cuidados – alimento, vacinas, tratamentos quando adoece – custam bastante dinheiro. É um ser vivo e não um brinquedo de criança, um objeto de decoração ou um sistema de alarme que deve ficar acorrentado dia e noite. É um ser vivo e depende integralmente de você.
Então, quando pensar em ter um animalzinho de estimação, tenha em mente que a família inteira precisa estar de acordo, e que será necessário bancar:
E também precisará:
Tudo isso faz parte da chamada “Guarda Responsável de Animais”, que preconiza que o tutor deve atender às necessidades físicas, psicológicas e ambientais de seu animal, além de prevenir riscos que ele possa causar à comunidade ou ao ambiente (como agressões, transmissão de doenças e danos a terceiros).
Lembre-se: nenhum obstáculo, como o nascimento de um bebê, problemas financeiros ou uma doença, deve ser justificativa para abandonar um animal à própria sorte. Além de ser uma crueldade sem tamanho, é também crime previsto em lei, por se tratar de maus tratos.
Mas, se for realmente impossível ficar com o seu pet, procure alguém que possa adotá-lo – é possível encontrar uma nova família para ele entre amigos, familiares, nas redes sociais – e fique com ele até conseguir. Nem sequer pense em empurrar o problema para ONGs ou protetores que já estão abarrotados de animais descartados por pessoas irresponsáveis. E ABANDONO NÃO É UMA OPÇÃO.
E então? Você está pronto para ser um tutor responsável pelo resto da vida do seu pet?